Observando o infinito

Ela diz que ele é o amor da sua vida. Mas ele, que já prometeu a eternidade a outras apaixonadas, não terá toda a vida dela para amá-la.
Seus cabelos, já acinzentados, começam a embranquecer enquanto os dela não param de ganhar novas cores. O corpo dela parece florescer para enfeitar o outono dele. E à medida que a cabeça dela começa a entender a vida a dele dá sinais de querer esquecer.

E eu, do lado de cá, não sei se sinto inveja ou pesar.

Pena por eles terem descoberto esse amor tão eterno quando ele já não tinha tanto tempo para cumprir promessas e ela tanto pela frente para lembrar que, um dia, amou por tão pouco um amor para tanto. E a inveja dos que, desacostumados a andar de mãos dadas, admiram aqueles que ignoram as garantias do tempo e escolhem amar infinitamente por pouco o que será para sempre.

Texto que publiquei no portal  A Redação
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”SEM ‘AH’S…’ E ASPAS, VIVER E PONTO” para o @ColetivoWeLove

Ao recusar um bom freela, que seria pago por mês e me traria um bom rendimento mensal a ser economizado para o investimento em coisas que me são importantes, a cliente em potencial, incrédula do meu aparente ‘’pouco caso’’ com a proposta, sarcasticamente me indagou: ‘’Mas quer dizer que você não gosta de dinheiro, então…?’’.

Vamos a proposta:

Nela, eu ficaria com a responsabilidade de, diariamente e a qualquer momento, de segunda a segunda, estar disponível para gerar conteúdo e gerenciar suas redes sociais. Sobretudo, o Instagram. Criando, através de textos ‘’espirituosos e bem-humorados’’, a imagem de um viver saudável, feliz e conectado com a ideia de uma vida plena e bem aproveitada. Para isso, meu iPhone não pararia de apitar, meus papos desencanados na hora do almoço seriam trocados por áudios de urgência no WhatsApp, olhos seriam trocados pela tela do celular e, no lugar de aproveitar o assunto que correria bobo na mesa, eu estaria seriamente compenetrado em achar a reflexão exata para com primor sobre a importância de viver o momento em uma legenda que deveria soar inspiradora. Depois disso, teria que ficar usando uma ida ou outra até a garrafa de café para, no lugar de respirar entre um job e outro, pensar na próxima legenda que falaria de… Sei lá… “Importância da meditação e da abstração para encontramos o melhor em nós’’. Sem falar das noites que me sentiria culpado em, mesmo chegando em casa exausto, querer deixar aquele texto sobre ‘’a importância de uma noite bem dormida’’. E, claro, produzir madrugada adentro relatórios do desempenho daquele dia no resultado de crescimento do perfil.

De manhã, depois de ser acordado por mensagens urgentíssimas às 5 horas, depois de ter ido dormir às quase 3 horas da mesma manhã, teria que, sonolento, escrever algo bem solar para desejar um nascer de dia com muita energia positiva. Sendo que, depois – claro -, aproveitaria a viagem de Uber para responder e-mails sobre demandas futuras. Prometendo para o final de semana a resolução de pautas da próxima semana. Ah…Como seria interessante falar de um viver tão intenso sem…Viver.

Portanto, pensando em não deixar de olhar para o lado pra ficar olhando para baixo, trocando o olho no olho por olho na tela do celular, deixando viver o que acontece na realidade para viver escrevendo sobre uma vida inventada no meu bloco de notas, disse não. Disse não ao dinheiro que poderia me levar para, quem sabe, estar do lado de um grande monumento que eu idolatre, mas que não me permitiria estar ao lado e verdadeiramente fazendo coisas que eu realmente amo.

Não quero me sentir culpado pelo descanso do fim do expediente. Nem me sentir mal por preferir estar com os amigos no lugar de escrever uma lista sobre os ‘’top lugares para se encontrar os amigos’’ (esse ‘’top’’ no texto contém ironia).

Gosto de andar de cabeça erguida e atenta, não abaixada e alheia ao momento. Sinto que as melhores sacadas vêm das memórias que guardamos na saudade das coisas aconteceram. Das coisas que nossa percepção estava aberta para experienciar e receber. Não de pesquisas online.

Eu desisti do freela para não dizer “não” para os próximos sorrisos e, principalmente, não me negar o prazer dos próximos sins… Porque eu prefiro sentir saudade, essa expressão tão brasileira usada para descrever sentimentos de vivências, a sentir a falta trazida pelo arrependimento da ausência de ter estado onde eu ‘’estava’’; ter conversado com quem eu ‘’conversava’’, assistido ao que eu ‘’assistia’’ e vivido o que eu ‘’vivia’’.

Eu fiz uma escolha de vida: pensar sobre pontos finais, rir e chorar por exclamações, supor reticências, ter uma ou outra interrogação. Que, convenhamos, acontecem. Okay.  Mas ‘’ah’s…’’ e aspas, essas não. Essas eu não quero nem entre vírgulas. E portanto, ponto.

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”ENTRE A QUINTA AVENIDA E AS PRIMEIRAS NECESSIDADES” para o @ColetivoWeLove

O mais cruel em ”virar gente grande” é ter que mensurar sonhos, dar tamanho para o que se deseja, ponderar entre aspirações e necessidades e, frequentemente, escolher.

Nós, quando desejamos a liberdade, não cogitamos o ato da escolha. Por anos de espera, nutrimos a ideia de uma vida sem fronteiras entre o que sonhamos e o que precisamos para viver. Colocamos tudo numa lista e acreditamos na sua realização absoluta com os ”okays” que iremos preencher em cada uma das caixinhas esperando por rabiscos, que – diz a lenda – originaram o logo da Nike. Aliás, quem eu também culpo por esse leve despreparo e imaturidade na hora de optar, afinal, nem tudo é tão fácil para ”Just do it”. Infelizmente.

Nesse momento, espero a resposta da aprovação ou não de um financiamento imobiliário para comprar aquele que será o meu primeiro e, possivelmente, único apartamento. Um objetivo muito claro para um filho de pais solteiros, ou seja, uma bandeira sem território, que sempre viveu sob tetos construídos para famílias das quais faz parte, mas não por inteiro. Aliás, em casas divididas entre a.C e d.C, antes e depois do atual casamento, a prioridade é sempre de quem tem seu nome escrito no ”novo testamento” (se é que vocês me entendem…). Nada que precisa ser explícito, mas fácil e até justo de subentender.

E é nessa esquina da vida que o sonho de realmente pertencer a um lugar no mundo se choca com a necessidade de começar uma cruzada em busca de lugares, culturas, línguas, gostos, cidades, pessoas que ele – esse mundo – tem para me mostrar, no exato trecho do caminho em que a busca pelo pouso atrapalha a força que promove a decolagem.

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Questões como ”É mesmo aqui que eu quero estar? E esse é mesmo o meu lugar?”, ”Até quando?”, ”Eu devo esperar?”, ”De quantos itens dessa minha lista eu pretendo abrir mão por esse master item?”, “E tentar a sorte fora de Goiânia?”, “E tentar morar fora do país por uns tempos?”, são a pauta, desde o momento em que eu assinei o papel que pode comprometer boa parte da minha renda real (aquela pouco otimista que não inclui os freelas). Vozes conformistas brigam com o desejo imediatista de desistir do dinheiro de tantos meses de economia por alguns dias em Nova York. Que, aliás, vai ficar mais alguns anos no pedestal que classifica como supérfluo tudo aquilo que parece não conseguir alcançar.

Supérfluo?

Como alguns dias pelas ruas rabiscadas em paredes por Basquiat e em papéis por Jay-Z podem ser considerados como algo menos urgente? Como a vida adulta tem esse poder de reduzir alguns daqueles desejos que parecem tão existenciais quando o sonhamos, né? Como?

Uma vez, conversando com um desses amigos que faz de qualquer papo uma epifania, me sentenciou que, claro, somos sim escravos da nossa liberdade, reféns das escolhas e, cada vez mais, consumidos por tudo aquilo que optamos por consumir. Acho que a compreensão do nosso livre arbítrio merecia uma grade disciplinar na nossa vida escolar e atenção especial de todos aqueles que nos instruem.

Além disso, a vida poderia ser mais leve. As promessas da fase adulta poderiam ser mais reais quando somos pequenos. Os aplausos da infância poderiam ter sido mais seletivos para nos dar a real proporção dos nossos talentos e até um tanto a mais de humildade. Os sonhos poderiam ser menos insistentes e a gente mais conformado. A gente podia ser mais grato a cada oportunidade. Mas o fato é que eu sou um desses insatisfeitos crônicos que, pra complicar o meio de campo, não nasceu numa realidade socioeconômica bem distante do ideal para cumprir com todos os itens de uma lista interminável de sonhos, assim como tantos que leem esse espaço.

E é nessa eterna batalha do Querer X Poder e Sonho X Realidade, que eu calço os meus Nikes quase toda manhã, desejando o dia em que vá caminhar para uma realidade onde eu posso mais “just do it” sem tanto “think about it”.

Me espera, Empire State?!

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Da série #NuncaTePediNada: Vem me ler no @ColetivoWeLove

Para quem não sabe, desde o meio do ano passado, eu contribuo com textos para um coletivo de autores chamado We Love. E pensando em movimentar um pouquinho isso aqui, vou postando um textinho aqui e outro ali dos já publicados, convidando vocês para visitar o meu espaço lá. Tá bom? Espero que gostem… Clique AQUI e bóra lá?!

A VIDA ESCREVE CERTO POR TRILHAS TORTAS

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Eu por @BaSimoess

Não tenho uma relação com a natureza. Minha mãe até tentou me colocando no clube de escoteiros quando pequeno, mas não sai de lobinho. Dos acampamentos e das reuniões, só guardei o lema de fazer o melhor possível, em tudo.

Sempre fui de aproveitar os feriados para cobrir algumas das minhas ausências ou para aumentá-las em maratonas intermináveis de filmes, séries e leituras. Mas, no carnaval desse ano, resolvi fazer algo diferente (leia com voz caricata imitando aquela travesti engraçadíssima) e cedi ao convite dos meus amigos de uma viagem para a Chapada dos Veadeiros, aqui em Goiás. No roteiro: caminhadas, trilhas e uma aguda ausência de conexão com qualquer nível razoável de internet. Ou seja: detox de mim mesmo.

Entrei no clima. Reassisti ”In to the wild”, ouvi repetidamente a trilha sonora do filme, intensifiquei a meditação e acreditei que o Alexander Supertramp que vivia dentro de mim estava preparado. Mas, tal como Christopher Johnson McCandless, o meu desejo de aventura não é suficiente para vivê-la.

No segundo dia, depois de termos feito o Vale da Lua, dedicamos o sábado de carnaval ao Parque Nacional da Chapada e a trilha de 10 km (ida e volta), em mata fechada, que nos levaria até os cânions e a Cachoeira das Cariocas. No começo da caminhada de altos, baixos, pedras e elevações, debaixo do mais forte sol do cerrado, tropecei, cai e rolei. Ri, meus amigos riram e todo mundo ficou com um pé atrás com a minha coordenação motora e capacidade para seguir em frente. Tinham razão, mas eu já não sou do tipo que desiste fácil. Uma vez, inclusive, quase desencarnei tentando acompanhar o ritmo de uma turma de spinning (mesmo nunca ter feito aquilo antes depois de anos da mais profunda vida sedentária – que voltei a viver, a propósito).

Segui em frente. Cheguei aos cânions. Não topei algumas vistas por medo de altura, mas fui. Depois de quase três horas debaixo de um sol a pino, seguimos para a Cachoeira das Cariocas. Ralado, cansado, com as pernas implorando descanso e com sede, decidi que não tentaria descer em meio as pedras para chegar até elas.

O mal humor causado pelo calor já havia me dominado. E, mais do que isso, pensei que poderia dar trabalho aos meus amigos caso aquele mal estar, gerado pelo sol, piorasse a ponto de me impedir de ter autonomia e agilidade na volta. Enviei uma mensagem (na Chapada o sinal telefônico não decepciona) avisando que tentaria voltar sozinho e comecei o caminho de volta à entrada do Parque.

A cada passo que dava na volta, amaldiçoava mais minha decisão de ter topado a caminhada e lamentava a sede que aumentava proporcionalmente as dores e o cansaço nas pernas. Queria fechar os olhos e meditar durante a caminhada, mas isso poderia me fazer cair pela terceira vez. Por isso, resolvi focar no caminho e torcer por um milagre… E, de repente, ele veio em forma da chuva mais generosa que eu já tive o prazer de não só tomar ”O” banho, mas lavar a alma. Chuva que, em dias comuns, fujo pra não ”estragar o tênis” ou me bagunçar para esse ou aquele compromisso, veio para me conectar com (dadas as devidas proporções) os meus porquês ali: minha saudade de nadar, minha relação com a água e, principalmente, com a necessidade de ser mais grato e menos reclamão.

Porque, sérião… Como a gente perde muito somatizando chateações por um dia ruim, esquecendo que, no outro dia, tem outro dia. Que, às vezes, pode ter uma trilha muito mais fácil, cachoeiras mais possíveis e um showzinho acústico para coroar a noite com o mais delicioso dos jantares. Por exemplo.

 

 

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“The Creators Shift”: documentário destaca criadores sobre o conteúdo digital no Brasil

Documentário gravado no youPIX Con deste ano, que aconteceu em setembro, o “The Creators Shift” mostra alguns dos principais  YouTubers,  viners, instagrammers, snapchatters brasileiros chegaram ao nível de grandes formadores de opinião digitais, além  da imensa variedade dos conteúdos que eles criam e o grande engajamento que eles conseguem com seu público.

Play pra ver e, quem sabe, até aprender um pouco (né?!):

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Máquina mortífera

A moda parece estar em crise. Mas não por falta de criatividade, mas sim pela ausência do tempo para encontrar as ideias e inspirações que a alimentam.

Em um mundo que anda muito mais Zara e menos Prada, a velocidade que alimenta o consumo substituiu o tempo necessário para a maturação de influências fazendo de estilistas, antes poetas que criavam para embalar grandes e duradouros amores, versistas de repentes interessados em fazer rimas de efeito e pouca profundidade para influenciar urgentes e passageiras paixões. Um pesar que tem levado os verdadeiros escritores das mais arrebatadoras histórias contadas pelas passarelas a lona, pela exaustão causada pelo desumano ritmo do varejo.

Lendo sobre as últimas baixas provocadas por essa pressão causada pela loucura consumista pela próxima grande tendência, a próxima it-bag e a próxima campanha/ação de efeito ligado a marca, que levou a Raf Simons a desistir da Dior, Alexander Wang a sair da Balenciaga e Alber Elbaz a ser demitido (talvez essa seja a mais sentida) da Lanvin. Lembrei de uma entrevista da  (publicitária) Fernanda Romano falando dessa mesma angústia mandona e mimada das marcas pela busca de resultados  afetando a qualidade do trabalho criativo das agências:

Mais triste que lamentar o fato de criativos abrirem mão de suas paixões pela estafa causada pela pressão dessa necessidade irracional de venda e consumo, é a constatação de que ele não é passageiro. Já que, a cada dia, trabalhando e observando mercados criativos agirem de forma covarde e servil aos desejos ‘’urgentes’’ de clientes acostumados a se referir a qualquer demanda deliberada sem planejamento  como emergencial, sinto que o verbo ‘’resolver’’  tem virado o novo ‘’encantar’’. O que é terrível.  Já que nessa corrida cada vez mais acelerada que a o mercado coloca os criativos para ir rumo a destinos cada vez menos profundos, aqueles que vivem de inspirações seguem olhando reto, perdendo a oportunidade de passar com paciência pelos caminhos menos óbvios aonde chegamos às melhores ideias.

 

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De sabáticos a sucessos

Olá, pessoas.
Como sempre escrevendo ora sim ora nunca, mas fazendo o possível. Venho através deste singleto post só pra fazer a manutenção desse lugar, registrando um monte de voltas que tivemos essa semana. Adele, Gwen Stefani e até Duran Duran, coleguinhas. Quantos zumbis voltando das catacumbas essa semana de ”volta dos que não foram” merece, hein?

Pra começar com a Adele, essa pessoa sufrida que geral achava que, por estar muito bem casada, sendo uma boa mãe e até mais magra,  perderia a inspiração para compor suas cações sempre muito baseadas em pé na bunda e recalque superatório. Que voltou do seu período sabático com mais uma balada poderosa altamente aclamada pela internet, cheia  daquela mesma tristezinha que além de alavancar os números de vendas dos seus discos e downloads, também colabora com o aumento de consumo de chocolates e sorvetes, itens fundamentais para o combo fossa que a sua trilha sonora  sempre inspira ou causa.
”Hello”, além de ser f*da por mostrar todo o potencial vocal da inglesa, também mereceu um clipe maravilhoso e excelentemente produzido.

Outra que tá vivendo o seu momento Marly Marley como jurada dos calouros do The Voice USA, fazendo uma música ou outra, toda deboísta e descompromissada com a indústria fonográfica é Gwen Stefani. Essa pessoa SENSACIONAL, que também embalou muita dor de cotovelo adolescente com ”Don’t Speak”, lançou essa semana um clipe que não é um duplo revival emocional dos anos 90. Porque além de trazer Gwen nos fazendo chorar, ressuscita aquele minimalismo cinematográfico feat. maximalimo de interpretação potencializado por Sinead O’Connor com ”Nothing Compares to You” ali na viradinha dos anos 80 pros 90. ”Used to love you”  precisa de clima. Mas é uma delícia…

E pra finalizar, mesmo sem ter sido tratado com muita notoriedade pela internet, mas, muito amor. Duran Duran em feat. incrível com Nile Rodgers, Janelle Monáe e muito botox, com esse convite irresistível pra dançar que é ”Pressure Off”.

E, só pra constar, eu tenho feito o possível para estar mais atuante no Twitter (@delansalazar) e sou bem mais engraçado no Snapchat delansalazar, tá.:) Segue lá. Bêzo. 

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