Melhor de dois

‘’Heaven, I’m in heaven….’’, talvez esteja nos versos cantados por Sinatra, a minha sensação ao entrar no ambiente criado pela designer de interiores Maurem Françoise, para a Mostra Artefacto Goiânia 2012. Famosa por seus clássicos ambientes claros, neutros e de muito bom gosto. Maurem consegue surpreender, até mesmo com o seu minimalismo monocromático.

E como uma fênix, que ressurge depois de um ambiente mais escuro e acinzentado para a mesma mostra no ano passado, Maurem resgata a sua carta coringa e prova que o ”clean is not borring”. Usando do branco e dos neutros para reinventar-se com maestria, em um ambiente surpreendente, tátil e apaixonante.

Andar pela suíte criada pela designer é como explorar uma nuvem. Tateando, sentindo e observando o todo. Um todo muito claro, leve, sutil, delicado e sensorial.

Na contra mão da linha clean and cool de Maurem, eis que surge ele. O orgulho da Piquiland (fruto que tem uma coloração que lhe é muito familiar): Leo Romano.

Arquiteto, designer de talento hiperbólico e auto-intitulado artista nelore, Leo juntou uma boa dose de ousadia, memórias, sensibilidade artística e uma porção de suas coleções particulares, para contar a história da sua Sala Secreta para a Casa Cor Goiás 2012.

Passear por sua criação, é como fugir totalmente do padrão do evento. É como percorrer uma instalação de arte que ao mesmo tempo, tem um perfume de casa de vó, casa da chácara no final de semana e um aconchego digno de uma deliciosa colcha de retalhos.

Lá, le kitsch c’est chic. Já que ao entrar nos deparamos com Barbies e Kens, que se retorcem em exercícios que exibem uma elasticidade invejável. Quando enfim subimos as escadas e chegamos na caixa da ‘’Caixa de Pandora’’ do – they say...- enfant terrible, assistimos Campanas conviverem amigavelmente com toy arts, papéis de parede estampados com os mais simples e vibrantes florais, cadeiras que se transformam em pés para uma mesa de tampo de vidro inusitada, ”quinquilharias”, inúmeras coleções e escombros que foram reutilizados para dar vida a uma hipnótica escultura de árvore do nosso cerrado.

O seu tradicional amarelado se rende, mas não se dá por vencido, aparecendo discretamente através da madeira de demolição utilizada e na iluminação, que ajudam a demarcar os espaços da narrativa do ambiente.

#ficaadica!🙂

Sobre Delan Salazar

Nenhuma vida é tão insignificante a ponto de não merecer o mínimo de atenção e um espaço no interesse de outros. Portanto, escrevo para falar da minha vida, da vida dos outros e das coisas que eu gosto, acredito e...detesto também.
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