Enquanto eu esperava…

Neste exato momento estou trancado do lado de fora da minha casa por ter esquecido minhas chaves de casa na gaveta da minha mesa do trabalho. Escrevo essas palavras em um caderninho tipo Moleskine da linha do Alexandre Herchvovitch (um criativo que eu adoro de verdade) para a Tok&Stock que não sai da minha bolsa para este fim, escrever algumas ideias, há algum tempo. As escrevo para esperar a minha madrasta, hospedada em minha casa pela temporada de férias dos meus irmãos caçulas, chegar com a o chaveiro reserva que eu a dei para poder ir aos seus compromissos.

Enquanto a espero, quase morro de agonia porque meu celular, um iPhone 5 extremamente viciado em seu carregador, está perto dos 20% de bateria que, para ele, é o mesmo que o último suspiro. Isso me impede de ficar mexendo em minhas redes sociais, pra ler um texto qualquer de um link supercompartilhado no Facebook, checar quantos likes meu último post no Instagram alcançou ou conversar com os meus amigos pelo WhatsApp.

Escrever usando papel e minha lapiseira, algo que me dá imenso prazer mas que há muito não fazia, me fez refletir sobre o quantas coisas eu deixei de fazer simplesmente passeia deixar meu tempo passar, literalmente pelos dedos que deslizam pela tela do meu celular de link em link, like em like de vídeo em video… Não que eu não aprenda ou descubra novas coisas  com o tempo que passo imerso por este buraco negro que é a internet aliada a praticidade de estar sempre a mão. Não é isso… Eu até que descobri pessoas, coisas, ideias e inspirações incríveis durante estes intermináveis períodos.

Mas, também devido a estes períodos que não respeitam meus outros prazeres, não leio nem com a mesma frequência nem com a mesma concentração de antes, não assisto filmes nem com o mesmo ritmo nem com o mesma atenção que antes, não escrevo minhas coisas como gostaria ou, por exemplo, não me dedico a fazer mudanças para deixar esse blog mais interessante para outros fins.

Os motivos  da preguiça que me impedem de fazer todas esses itens listados e que me fazem ficar por horas e horas no celular já estão sendo ajustados, como, por exemplo, a criação de uma meta de uma quantidade de livros para serem lidos este ano. Mas além de  uma série de listas elaboradas mentalmente e realmente escritas, existe também uma conscientização de uma mudança mais profunda em todos os outros aspectos que também me distraem de tudo aquilo que pode me ajudar a ter profundidade em minhas experiências de estudo, entretenimento e mesmo de distração. Até mesmo porque, como curtir mesmo  um ócio profundamente proveitoso sem a força de negar atender os apitos e as atualizações da tela do celular que ficam nos convidando a olhos, mexer, conversar, compartilhar e…, mais uma vez, deixar para depois (e não concentrar naquilo que estávamos) fazendo.

Sinal dos tempos? Agonia contemporânea? Falta de força de vontade? Sei lá… Mas sem mais palavras. Minha madrasta acabou de me mandar uma mensagem dizendo que está quase chegando com as chaves e eu não quero deixar esse texto sem um fim. Vai que eu nem o termino por causa daquele perfil engraçado no Instagram cheio de vídeos que me fazem virar do avesso de tanto rir… É. Fim!

Sobre Delan Salazar

Nenhuma vida é tão insignificante a ponto de não merecer o mínimo de atenção e um espaço no interesse de outros. Portanto, escrevo para falar da minha vida, da vida dos outros e das coisas que eu gosto, acredito e...detesto também.
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