”Cala-te boca!” – Uma reflexão sobre aceitar a felicidade que cada um escolhe pra si

Eu sou do tipo de gente que quando deixo alguém entrar na minha vida como amigo é porque, definitivamente, não acho essa pessoa menos do que sensacional. 

É sério. Digo pra todo mundo que, como resolução de vida, não consigo ter o tal do amor incondicional. Amo, e me deixo aproximar, somente daqueles que eu realmente admiro. Portanto, pago pau para todos os meus amigos e amigas, sem ser cegão ou ignorando os defeitos, mas sempre aplaudindo e fazendo reverberar toda e qualquer das suas conquistas e os seus maiores talentos. 
 
Dessa forma, achando sempre todo mundo muito incrível, sempre acabo também achando que cada um deles não merece nada menos que incrível. Aliás, acho que é muito natural quando a gente gosta de verdade de alguém, que  a desejemos e até imaginemos o que realmente seria o melhor para ela. No amor, no campo profissional e até mesmo no campo da amizade, eu (quase que de uma forma automática) vivo me pegando a traçar ”perfis ideais” para eles. Idealizo como seria o melhor emprego, o jeito da(o) melhor namorada(o), o melhor momento para ”aquela” ou ”essa” decisão e até a melhor escolha para determinadas questões. Talvez pela minha condição astral que fez de mim um VIRGINIANO em caps lock e bold, sou um controlador nato e compulsivo. rs
 
Mas a vida não é assim, né?
 
Nem sempre aquela sua amiga incrível se vê da mesma forma com que você a vê e, portanto, não se sente tão merecedora de tudo aquilo que você sente que ela merece. Talvez a gente enxergue as pessoas maiores e melhores do que elas mesmas. E, na maioria das vezes, vemos muitos de nossos amigos entrarem em relacionamentos que não são o que pensamos ser o mais coerente com aquilo que pensamos, imaginamos e até desejamos para eles. 
 
Aí nós vemos pessoas passarem por apertos, vivendo situações, enfrentando dificuldades e outros descontos que não precisariam passar caso se enxergassem com o mesmo nível de admiração que os vemos. 
 
Nessas horas nós os alertamos, buscamos ajudas e promovemos intervenções, jogamos as cartas na mesa, brigamos e até nos revoltamos com a reação mais com comum entre pessoas que passam por essa situação, que é a de ignorar o óbvio e seguir vivendo aquilo que claramente não é o certo, apropriado ou justo com ela mesma. Normal… Acontece.
 
Como resolução para 2015, eu resolvi que irei buscar mais pela aceitação nessas situações. Acho que a grande sacada para viver uma vida leve em relação as escolhas tortas que alguns de nossos amigos fazer é a de aceitar a felicidade que cada um escolhe para si. Sem criar expectativas ou trazer a dor pra mim, em 2015 e para a vida, vou tentar aceitar o merecimento de amor que cada um escolhe pra si, tentar intervir menos em situações que eu vejo que o envolvido prefere viver do que antecipar o erro, tentar ouvir menos a minha intuição e ignorar os fatos para não interferir na caminhada de amadurecimento daqueles que eu torço. Porque, quase sempre, aprendemos mais vivendo consequências de nossas escolhas do que as evitando. 
É isso…

Sobre Delan Salazar

Nenhuma vida é tão insignificante a ponto de não merecer o mínimo de atenção e um espaço no interesse de outros. Portanto, escrevo para falar da minha vida, da vida dos outros e das coisas que eu gosto, acredito e...detesto também.
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